O fenômeno de adesão estática em cápsulas é um desafio comum em plantas farmacêuticas. Quando o atrito entre cápsulas e superfícies isolantes gera carga eletrostática, o fluxo se torna irregular, causa retenções e compromete produtividade. A resolução de adesão eletrostática torna-se essencial para evitar paradas, falhas de dosagem e riscos à qualidade.
Como a adesão eletrostática surge no processo?
Apenas o impacto entre cápsulas vazias já é suficiente para criar carga estática, pois a relação entre volume de ar e peso é elevada. Em sistemas com válvulas de interrupção, como a Flexivalve, o disco de silicone atua como isolante, intensificando a eletrificação da superfície e causando aderência ao elastômero. Esse efeito aumenta durante campanhas longas, ambientes secos ou velocidades elevadas de transferência.
Principais fatores que intensificam a adesão:
Atrito entre cápsulas vazias durante alimentação
Contato com superfícies poliméricas isolantes
Velocidade de processo e turbulência pneumática
Umidade baixa e falta de dissipação de carga
Materiais incompatíveis com requisitos antiestáticos
Esses eventos resultam em um ciclo contínuo de geração e retenção de carga, que precisa de intervenção técnica para ser controlado.
Impactos da falta de resolução de adesão eletrostática
O acúmulo estático afeta diretamente a operação farmacêutica:
Interrupções e perda de eficiência
A aderência cria pontos de retenção que travam o fluxo e provocam microparadas, aumentando downtime e reduzindo OEE.
Risco de contaminação e desvio de qualidade
Cápsulas que ficam presas podem sofrer deformação ou atrair partículas indesejadas, afetando integridade, dosagem e rastreabilidade.
Não conformidade com normas GMP
A ausência de controle eletrostático pode resultar em batch failures , retrabalho e auditorias desfavoráveis.
A resolução de adesão eletrostática é, portanto, uma ação preventiva e regulatória, não apenas operacional.
Solução: substituição do disco de silicone por EPDM condutivo
Para eliminar a aderência, a solução aplicada foi a troca do disco revestido em silicone da Flexivalve por um disco em EPDM condutivo , projetado para dissipar cargas eletrostáticas e manter o fluxo contínuo de cápsulas.
Por que o EPDM condutivo funciona melhor?
Dissipa carga gerada pelo atrito
Minimiza retenção e contato prolongado com superfície
Reduz pontos mortos e aderência ao elastômero
Mantém integridade mecânica e compatibilidade sanitária
Atende requisitos elétricos e químicos do setor farmacêutico
Essa alteração preserva toda a arquitetura da Flexivalve, substituindo apenas o material do disco.
Etapas de Implementação
1. Avaliação e seleção do composto
Escolha do EPDM condutivo com faixa de resistividade adequada e compatível com requisitos de FDA, cGMP e processos úmidos.
2. Fabricação do disco condutivo
Produção com espessura controlada, tolerâncias precisas e uniformidade de condutividade.
3. Testes e validação
Ensaios de fluxo, atrito, dissipação de carga e ciclos repetitivos para garantir desempenho em condições reais.
4. Instalação
Substituição apenas do disco revestido na válvula, preservando corpo e mecanismo da Flexivalve.
5. Treinamento e suporte
Equipe orientada quanto a inspeção, manutenção e monitoramento de carga estática durante operação.
Benefícios obtidos pelo cliente
Melhoria de produtividade
Eliminação de microparadas e aumento de estabilidade do fluxo de cápsulas.
Confiabilidade de qualidade
Menos retenções, menos deformações e menor risco de contaminação cruzada.
Conformidade regulatória
Processo mais previsível, rastreável e alinhado às expectativas de auditorias GMP.
Redução de custos operacionais
Menos retrabalho, menor desgaste mecânico e menor desperdício de produto.
Tabela Comparativa: Silicone x EPDM Condutivo
Critério
Disco de Silicone
Disco de EPDM Condutivo
Condutividade
Isolante
Dissipativa
Aderência de cápsulas
Alta
Muito baixa
Compatibilidade com fluxo farmacêutico
Média
Alta
Controle eletrostático
Ineficiente
Eficiente
Risco de microparadas
Alto
Mínimo
A aplicação do disco em EPDM condutivo comprovou ser a solução mais eficaz para a resolução de adesão eletrostática no manuseio de cápsulas na Flexivalve. Ao eliminar retenções, aumentar a fluidez do processo e garantir estabilidade em operações contínuas, o cliente alcançou maior eficiência produtiva, melhor desempenho sanitário e conformidade regulatória sólida.
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FAQ: Perguntas frequentes sobre adesão eletrostática
1. O que causa adesão eletrostática em cápsulas?
Atrito entre cápsulas vazias e superfícies isolantes, baixa umidade e falta de dissipação de carga.
2. EPDM condutivo é compatível com processos farmacêuticos?
Sim. O composto usado segue requisitos de segurança, resistividade e compatibilidade sanitária.
3. A troca do disco altera a Flexivalve ?
Não. Apenas o disco revestido é substituído, mantendo corpo e funcionamento originais.
4. A solução resolve totalmente a aderência?
Em aplicações similares, reduz entre 80–100% dos eventos de retenção eletrostática.
5. É necessário validar novamente o processo?
Sim, recomenda-se registrar a mudança e executar testes documentados conforme cGMP.